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Notícias | A Classificação de CHICAGO na Manometria de Alta Resolução

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A Classificação de CHICAGO na Manometria de Alta Resolução

Manometria esofágica é um exame complementar que permite avaliar o movimento do esôfago e seus esfíncteres. Até o final da década de 90, os estudos manométricos eram realizados com equipamentos de até oito canais, mas não havia padronização devido à diversidade de fabricantes de equipamentos e de sondas, além da pouca experiência dos médicos na realização dos exames.

A partir do ano 2000, houve uma mudança de paradigmas da interpretação gráfica dos achados manométricos. A empresa holandesa Medical Measurement Systems (MMS), por intermédio de um médico americano, Ray Clouse, estabeleceu um padrão computadorizado similar ao mapa cartográfico com a utilização de padrão de cores, tendo cada pressão um padrão de cor diferente. Hoje, os exames, ao contrário de gráficos de difícil compreensão, passaram a ser mais pictóricos, tornando mais fácil sua avaliação e conclusão final.

A partir de 2007, após alguns centros especializados já estarem utilizando equipamentos MMS, aconteceram os primeiros encontros de Neurogastroenterologia. O primeiro ocorreu no ano de 2012, na cidade de Ascona, na Suíça, e uma padronização nomeada Classificação de Chicago 2.0 foi proposta. Este nome foi escolhido porque três dos principais membros do grupo eram da Cidade de Chicago, IL.
 

O OBJETIVO: PADRONIZAÇÃO DOS EXAMES MANOMÉTRICOS ESOFÁGICOS

O principal objetivo do grupo de Chicago era facilitar a execução, interpretação e padronização das análises dos exames manométricos. Para esta normatização, foram utilizados os equipamentos:

  • Sierra Scientific Manoscan Meditronic, com 1 sonda própria de estado sólido com 36 canais.
  • 1 Sonda Unisensor de estado sólido com 32 canais (todos os outros fabricantes).
  • 2 MMS, sendo 1 com sonda de estado sólido Unisensor com 32 canais, e outro com uma sonda de perfusão de água, Dent Sleeve-Silicone, com 36 canais.

O Chicago 2.0 estabeleceu cinco pontos a serem analisados:

  1. IRP: Pressão integrada de relaxamento do esfíncter esofágico inferior (EIE).
  2. DCI: Integral da contração distal, que avalia o vigor de contração do esôfago.
  3. DL: Latência distal, ou seja, o intervalo de tempo entre a abertura do esfíncter esofágico superior (EES) e o ponto de desaceleração da contração.
  4. BK: Quebra, que se refere ao intervalo de quebra entre a musculatura lisa e estriada.
  5. CPV: Velocidade de propagação de onda.

Do Grupo de Chicago, apenas BREDENOORD estabeleceu padrões para perfusão de água utilizando a máquina da MMS com a sonda Dent Sleeve de 36 canais.

Todos os atuais sistemas de Manometria de Alta Resolução registram mais de 31–35 cm. O espaçamento dos sensores é limitado pela natureza física dos sensores, atualmente fazendo colocação em intervalos inferiores a 1 cm, impraticáveis para sistemas de estado sólido.

Embora sistemas com perfusão de água possam ter espaçamentos mais próximos, como o número total de canais de perfusão é limitado pelo número de canais dentro da extrusão (corpo do cateter), isso implica no emprego do comprimento da área de gravação do cateter. Embora, idealmente, as gravações fossem feitas com uma distância menor possível entre os sensores, é incerto dizer qual é a distância mínima para diagnosticar distúrbios motores esofágicos.

Os critérios da classificação de Chicago foram desenvolvidos para cateteres com sensores espaçados em intervalos de 1 cm. Por exemplo, na classificação de Chicago, uma fraca contração é definida como uma quebra de pressão de mais de 2 cm no Isobar de 20 mmHg que não pode ser detectado de forma confiável com sensores de pressão espaçados a mais de 1 cm de intervalos.  Além disso, a detecção de hérnia de hiato e visualização / medição de mudanças dinâmicas no esfíncter esofágico inferior (LES) (por exemplo: descida do diafragma com inspiração, movimento do LES) não pode ser realizada com sensores espaçados a mais de 1 cm.

Os demais membros do Grupo de Chicago utilizaram cateteres de estado solido, nos quais os transdutores de medição estão posicionados no próprio corpo do cateter para tomar medidas do paciente, internamente, sendo estes equipamentos: Sand Hill, Manoscan Sierra-Medtronic e MMS.

Conclui-se que os valores de IRP alteram-se, mas Peristalse Break, Distal Latency e DCI não mudam de valores nem na perfusão nem no estado sólido. Tomaram então os resultados (perfusão e estado sólido) e fizeram uma tabela de identificação de corte, conforme dados a seguir:

Tipo de SondaValor IRP padrão
Meditronic-Sierra (Sonda Própria)15mmHg
Unisensor (Estado Sólido)21mmHg
Dent Sleeve (Perfusão de Água)19mmHg

 

Já em 2014, na cidade de Chicago, houve uma nova reunião deste mesmo grupo de especialistas que reavaliou a Chicago 2.0 e decidiu remover o CPV dos estudos, pois seu valor não mostrou relevância clínica. Foi publicada então a Classificação de Chicago 3.0, que é a utilizada até a presente data.

 

PODE-SE USAR SONDA DE 24 CANAIS EM VEZ DA DE 36 CANAIS?

A padronização da MAR foi realizada com 36 canais. Porém, o custo operacional, mesmo para padrão econômico Holandês, sede da MMS, estimulou a produção da sonda de 24 canais. A sonda Dent Sleeve precisava ser importada do Canadá, onde é fabricada pela MUI Scientific Inc. Por isso, a MMS iniciou os estudos com a sonda de 24 canais, que não se enquadra no padrão de Chicago (36 canais).

A empresa usou uma sonda nos moldes do Grupo de Chicago, porém sem correlação com os números da Classificação de Chicago.

A. J. Bredenoord, após vários estudos realizados com a MMS, iniciou um processo de simplificação do equipamento para baratear todo o processo (equipamento/sonda), fazendo a diminuição da quantidade de canais, tanto do equipamento quanto da sonda. O limite de canais de medição a que se chegou, sem que os resultados ficassem prejudicados, foi de 24, sendo que a sonda utilizada foi uma de 24 canais de PVC, de fabricação Dent Sleeve da MUI Scientific. Na Europa, a maioria dos locais utilizam a máquina de estado sólido da MMS (32 de estado sólido; 36 de perfusão; e 24 de perfusão).
 

 

SERIA POSSÍVEL FAZER UMA PADRONIZAÇÃO BRASILEIRA SEGUINDO A CLASSIFICAÇÃO DE CHICAGO?

Uma padronização brasileira seguindo a Classificação de Chicago não é possível com as sondas fabricadas localmente, pois elas não permitem estabelecer valores no padrão mundialmente aplicado pelo Grupo de Chicago.

 

PORQUE A DYNAMED NÃO NECESSITA TER UM PADRÃO PRÓPRIO?

A Dynamed não necessita ter um padrão próprio, pois seu aparelho e software próprios já foram desenvolvidos nos padrões do Grupo de Chicago. Utilizam sonda Dent Sleeve de 36 canais, que é fabricada pela MUI Scientific no Canadá e importada pela Dynamed com os devidos registros sanitários legais no Brasil, que já foi ampla e mundialmente testada.

Após a confecção do equipamento de 36 canais e, a partir do estudo de Bredenoord, decidimos também oferecer a opção de 24 canais, sempre utilizando as sondas Dent Sleeve da MUI Scientific.

 

CONCLUSÕES

  • Referência no Hemisfério Norte para Perfusão: MMS – Equipamentos de 24 e 36 canais de perfusão.
  • Referência no Hemisfério Sul: Dynamed, que preferiu seguir o padrão mundialmente estabelecido.

 

Autores: Soares, M. P.; Silva, J.A.
Departamento de Desenvolvimento da Dynamed Pro-Life Technology – São Paulo, Brasil

Bibliografia: A. J. Bredenoord Neurogastroenterol Motil (2012) 24 (Suppl. 1), 5–10.

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